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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
... recomeçar o segundo semestre de 2010:
Recomeçar
Não importa onde você parou ...em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo...
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto... sonhe alto...
queira o melhor do melhor...
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos...
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos ....
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida."Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura."
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Fazendo um projeto - 3°s anos - trabalho do 2° Bimestre
O que fazer? Para resolver um problema geralmente são necessárias várias ações, atitudes, gestos, reuniões, estudos etc. O importante é buscar uma solução criativa.
Como fazer?Não basta apontar o que fazer, é necessário levantar também como será feito.
Quando?Já apontamos respostas para solucionar o problema, trata-se agora de ver a melhor época para realizar a mesma. Um estudo, por exemplo, pode durar um dia todo, uma tarde, podendo também acontecer durante uma ou mais semanas.
Com quem? É momento agora de pensar quem será envolvido: os participantes que vão receber a proposta, quem serão os responsáveis de executar, com quem fazer parceria e a divisão de tarefas.
Onde será feito? É hora de prever. Isso ajuda a não acumular atividades para o mesmo local, ajuda ainda a diversificar e descobrir novos espaços.
Para quê? Colocar no papel o resultado que esperamos, ajuda a olhar para o problema e dizer o que queremos solucionar/resolver.
Recursos necessários: Possibilita perceber o que é necessário para realizar com sucesso o que foi proposto: verba, material, equipamentos...
Como fazer?Não basta apontar o que fazer, é necessário levantar também como será feito.
Quando?Já apontamos respostas para solucionar o problema, trata-se agora de ver a melhor época para realizar a mesma. Um estudo, por exemplo, pode durar um dia todo, uma tarde, podendo também acontecer durante uma ou mais semanas.
Com quem? É momento agora de pensar quem será envolvido: os participantes que vão receber a proposta, quem serão os responsáveis de executar, com quem fazer parceria e a divisão de tarefas.
Onde será feito? É hora de prever. Isso ajuda a não acumular atividades para o mesmo local, ajuda ainda a diversificar e descobrir novos espaços.
Para quê? Colocar no papel o resultado que esperamos, ajuda a olhar para o problema e dizer o que queremos solucionar/resolver.
Recursos necessários: Possibilita perceber o que é necessário para realizar com sucesso o que foi proposto: verba, material, equipamentos...
terça-feira, 9 de março de 2010
Ressignificação do Ensino Médio - Disciplina: Produção Textual
Poesias de CORDEL
Então vamos lá conhecer a origem e as características deste gênero:
O que é e origem
A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Literatura Oral
Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada. Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc. Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos. Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá,lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio.
Características:
A temática do cordel é preponderantemente épica, em poemas longos, utilizando vários formatos de estrofes, versos e rimas. O cordelista conta uma história (ficção, verdade, paródia, ironia, tragédia, humor, narrativa de um acontecimento, etc.) utilizando versos na sua construção. O cordel é, basicamente, um conto feito em versos.Quanto ao formato das estrofes, o cordel utiliza as quadras, as sextilhas ou sextas, as septilhas ou sétimas, as oitavas e as décimas.Com exceção das décimas, nos formatos de Martelo agalopado e de Galope à beira-mar (estes mais utilizados nos repentes), os versos são quase que uniformemente redondilhas maiores.Quanto às rimas, não existe o cuidado de se procurar rimas ricas, nem a obrigação de apresentar rima em todos os versos. Há até o costume de não se utilizar rimas nos versos ímpares nas quadras e nas sextilhas.A quadraA quadra ou quarteto é uma estrofe de 4 versos. Utiliza esquema rímico semelhante ao da trova (ABAB ou ABBA) mas encontramos com freqüência o esquema mais simples, dos cantadores, que utilizam a rima final apenas nos versos pares (xAxA).Exemplos:1) “Depois destes versos feitos,quando voltei para a mesae lê-los para as pessoas,tive mais uma surpresa.Alguns estavam comendoovo frito com gordura,que, por ser do seu terreiro,estava uma gostosura.”(Adauto Barreto, “Na casa de Emília”)2) “O gringo, um homenzarrão,era bastante educadomas tinha um cuspir-de-ladoque incomodava um montão.Era magro, alto, esguio,barba fechada no rosto.Não sei que Maria viu,mas caiu-lhe no seu gosto.”(Paulo Camelo, “A história do gringo e do vendedor de bode”)A sextilhaÉ uma das formas mais utilizadas nos cordéis, juntamente com a sétima. As estrofes são quase invariavelmente feitas em redondilhas, com as rimas nos versos pares, raramente utilizando-se rima nos ímpares. Exemplo:“Minutos depois Josefabastante ração cortou.Fez um feixe com cuidado,na cabeça colocou.Neste momento ela ouviuquando a filhinha chorou.Porém sua casa ficavabastante longe dalie sendo assim impossívelseu choro poder ouvir,também sozinha jamais poderia chegar ali.”(Madalena Castro, “As travessuras de Comadre Fulozinha”)A SétimaA estrofe de sete versos, chamada sétima, de muita utilização no cordel, apresenta um esquema rímico próprio, com uma variante. As rimas são apresentadas nos esquemas xAxABBA ou ABABCCB, vendo-se aí a semelhança dos primeiros versos com a quadra, descuidando-se dos versos ímpares algumas vezes.Exemplos:1) “A cera de carnaúbaAlto Longá tem fartura.Arroz, milho e feijãoaumenta a sua cultura.O azeite do babaçu,banana, manga e caju,a cana da rapadura.Alto Longá tem poetaque canta o mundo em repente,canta a vida do seu povodo passado e do presente.Pesquisei, guardei no crânio,escrevo pra o conterrâneoa história de sua gente.”(Pedro Costa, “Alto Longá e sua gente”)2) “Minha poesia é simplesporém a rima é completae quem ler o meu cordeldiz: este poeta presta.Mas levo aqui o louvorao amigo professordo ‘A menina do poeta’.São muitas as suas obrasfalando do meu sertão.Não esquece o seu lugar,fala de todo o torrão.Nos seus versos incomunsenaltece os inhamunscom uma inensa paixão.”(Paulo de Tarso, “A menina do poeta”)3) “Remando nessa maré, Pernambuco faz bonito, pois teve Agostinho Lopes, de São José do Egito. Exu mostra seu valor com o João Serrador, que por lá nunca foi frito. Não ouvi, mas acredito que uma das coisas belas é ouvir Manoel Domingos, da cidade de Panelas. Antes da lista vindoura, lembro Eduardo Moura, que nunca cantou balelas.” (Ismael Gaião da Costa, “Gerações de poetas repentistas que divulgam a cultura nordestina”) A oitavaA oitava é estrofe menos utilizada no cordel. Seu formato deriva da junção de duas quadras, até com seus esquemas rímicos, que podem ser continuados nas duas quadras da estrofe ou diferentes em cada parte, mas, na maioria dos casos, deixando os versos ímpares como versos brancos. Utiliza esquema xAxAxAxA, ou ABABABAB ou, ainda, ABABCDCD. Exemplo:
“Venho, com toda firmeza,registrar a pelintragemde uma rameira afoita.Fez de tudo, até chantagem...Assim, todos iludia,tenho a prova na bagagem.A quem couber o barrete, encare-me, se tem coragem.”(Dulcinéa de Oliveira, “Sarrabulho de uma mundiça”)A décimaA décima é, no cordel, o que se pode chamar de “forma erudita”, pois sua utilização é mais trabalhada, até quando é utilizada pelos repentistas.Como nos outros esquemas estróficos, a décima também se utiliza da redondilha, mas é nesse formato que aparecem versos de arte maior, como o Martelo Agalopado e o Galope à beira-mar.Embora possa apresentar esquema rímico diverso, o mais utilizado (a grande maioria) é o esquema ABBAACCDDC. É nesse esquema estrófico (juntamente com o esquema rímico) que encontramos a glosa, formada por uma ou duas estrofes nos improvisos e por várias estrofes no cordel.As posições tradicionais do mote em dístico na glosa são nas posições 4 e 10 ou nos dois últimos versos, 9 e 10.Porém o cordel assim apresentado não necessita obrigatoriamente de utilizar o mote, mantendo a temática livre como os cordéis que utilizam estrofes menores.Exemplos:1) “Pernambuco se levantadentro desta nova glosacom Severino Feitosa,que no improviso encanta.Muita gente se espantaquando escuta Minervina.O que também me fascinaé ver Santinha Maurício,que canta sem sacrifício:tudo eu sei, ninguém me ensina.Comigo, o rojão é quente,diz Mocinha de Passira.E quem nela se inspiracanta a glosa facilmente.É Pernambuco presentecom sua matéria-prima,onde também tá de cimaOliveira de Panelas,que faz poesias belasna junção de verso e rima.”(Ismael Gaião da Costa, “Gerações de poetas repentistas que divulgam a cultura nordestina”)2) “Plantei roça sem comera minha última semente.Na terra seca, o sol quente,vi a criação morrer.Esperei Deus resolvermandar chuva pro roçado,toró dágua controladoe não uma tromba dágua,pra não aumentar a mágoa,levando o que foi plantado.Do Ceará ao Caririaçudes estorricadosem blocos espedaçados,Pernambuco e Piaui.O Nordeste todo aquinesta gleba tão sofridado nosso Brasil sem vida.Não chovendo no sertão,torra a semente no chão e a luta fica perdida.”(Anélio Souza, “O drama da seca”)3) “Eu guardei meu dinheiro mês a mêspra poder ter um pouco no futuroe esse cara me toma ele de vez,de uma hora pra outra eu fico duroe não vejo maneira de revero dinheiro que o homem me tomou;o que é meu já fugiu do meu poder:a poupança que fiz se evaporou,o salário encolheu, se degradou,vitimado que foi por roubo puro.Eu entrei numa fossa, fiquei tristee quedei-me a pensar o que é que eu faço;esse cara nos vem de dedo em ristee nos faz novamente de palhaço.Inda bem que a justiça não tardoue o Congresso implantou a CPI,do Planalto ele logo se afastou,hoje está sem função, sem pedigree,mas a grana ele já levou daquie de novo pergunto: o que e que eu faço?”(Paulo Camelo, “E eu só queria votar...”)
O que é e origem
A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular que é impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura. Também são utilizadas desenhos e clichês zincografados. Ganhou este nome, pois, em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas.
Chegada ao Brasil
A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil. Ainda são vendidos em lonas ou malas estendidas em feiras populares.
De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades etc.
Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público. Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.Vários escritores nordestinos foram influenciados pela literatura de cordel. Dentre eles podemos citar: João Cabral de Melo, Ariano Suassuna, José Lins do Rego e Guimarães Rosa.
Literatura Oral
Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontramos o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada. Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações preciosas sobre a cultura e a história de uma época. Em meio a ficção, resgata-se dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc. Podemos considerar como sendo literatura oral os cantos, encenações e textos populares que são representados nos folguedos. Exemplos de mitos, lendas e folclore brasileiro: saci-pererê, curupira, boto cor de rosa, caipora, Iara, boitatá,lobisomem, mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio.
Características:
A temática do cordel é preponderantemente épica, em poemas longos, utilizando vários formatos de estrofes, versos e rimas. O cordelista conta uma história (ficção, verdade, paródia, ironia, tragédia, humor, narrativa de um acontecimento, etc.) utilizando versos na sua construção. O cordel é, basicamente, um conto feito em versos.Quanto ao formato das estrofes, o cordel utiliza as quadras, as sextilhas ou sextas, as septilhas ou sétimas, as oitavas e as décimas.Com exceção das décimas, nos formatos de Martelo agalopado e de Galope à beira-mar (estes mais utilizados nos repentes), os versos são quase que uniformemente redondilhas maiores.Quanto às rimas, não existe o cuidado de se procurar rimas ricas, nem a obrigação de apresentar rima em todos os versos. Há até o costume de não se utilizar rimas nos versos ímpares nas quadras e nas sextilhas.A quadraA quadra ou quarteto é uma estrofe de 4 versos. Utiliza esquema rímico semelhante ao da trova (ABAB ou ABBA) mas encontramos com freqüência o esquema mais simples, dos cantadores, que utilizam a rima final apenas nos versos pares (xAxA).Exemplos:1) “Depois destes versos feitos,quando voltei para a mesae lê-los para as pessoas,tive mais uma surpresa.Alguns estavam comendoovo frito com gordura,que, por ser do seu terreiro,estava uma gostosura.”(Adauto Barreto, “Na casa de Emília”)2) “O gringo, um homenzarrão,era bastante educadomas tinha um cuspir-de-ladoque incomodava um montão.Era magro, alto, esguio,barba fechada no rosto.Não sei que Maria viu,mas caiu-lhe no seu gosto.”(Paulo Camelo, “A história do gringo e do vendedor de bode”)A sextilhaÉ uma das formas mais utilizadas nos cordéis, juntamente com a sétima. As estrofes são quase invariavelmente feitas em redondilhas, com as rimas nos versos pares, raramente utilizando-se rima nos ímpares. Exemplo:“Minutos depois Josefabastante ração cortou.Fez um feixe com cuidado,na cabeça colocou.Neste momento ela ouviuquando a filhinha chorou.Porém sua casa ficavabastante longe dalie sendo assim impossívelseu choro poder ouvir,também sozinha jamais poderia chegar ali.”(Madalena Castro, “As travessuras de Comadre Fulozinha”)A SétimaA estrofe de sete versos, chamada sétima, de muita utilização no cordel, apresenta um esquema rímico próprio, com uma variante. As rimas são apresentadas nos esquemas xAxABBA ou ABABCCB, vendo-se aí a semelhança dos primeiros versos com a quadra, descuidando-se dos versos ímpares algumas vezes.Exemplos:1) “A cera de carnaúbaAlto Longá tem fartura.Arroz, milho e feijãoaumenta a sua cultura.O azeite do babaçu,banana, manga e caju,a cana da rapadura.Alto Longá tem poetaque canta o mundo em repente,canta a vida do seu povodo passado e do presente.Pesquisei, guardei no crânio,escrevo pra o conterrâneoa história de sua gente.”(Pedro Costa, “Alto Longá e sua gente”)2) “Minha poesia é simplesporém a rima é completae quem ler o meu cordeldiz: este poeta presta.Mas levo aqui o louvorao amigo professordo ‘A menina do poeta’.São muitas as suas obrasfalando do meu sertão.Não esquece o seu lugar,fala de todo o torrão.Nos seus versos incomunsenaltece os inhamunscom uma inensa paixão.”(Paulo de Tarso, “A menina do poeta”)3) “Remando nessa maré, Pernambuco faz bonito, pois teve Agostinho Lopes, de São José do Egito. Exu mostra seu valor com o João Serrador, que por lá nunca foi frito. Não ouvi, mas acredito que uma das coisas belas é ouvir Manoel Domingos, da cidade de Panelas. Antes da lista vindoura, lembro Eduardo Moura, que nunca cantou balelas.” (Ismael Gaião da Costa, “Gerações de poetas repentistas que divulgam a cultura nordestina”) A oitavaA oitava é estrofe menos utilizada no cordel. Seu formato deriva da junção de duas quadras, até com seus esquemas rímicos, que podem ser continuados nas duas quadras da estrofe ou diferentes em cada parte, mas, na maioria dos casos, deixando os versos ímpares como versos brancos. Utiliza esquema xAxAxAxA, ou ABABABAB ou, ainda, ABABCDCD. Exemplo:
“Venho, com toda firmeza,registrar a pelintragemde uma rameira afoita.Fez de tudo, até chantagem...Assim, todos iludia,tenho a prova na bagagem.A quem couber o barrete, encare-me, se tem coragem.”(Dulcinéa de Oliveira, “Sarrabulho de uma mundiça”)A décimaA décima é, no cordel, o que se pode chamar de “forma erudita”, pois sua utilização é mais trabalhada, até quando é utilizada pelos repentistas.Como nos outros esquemas estróficos, a décima também se utiliza da redondilha, mas é nesse formato que aparecem versos de arte maior, como o Martelo Agalopado e o Galope à beira-mar.Embora possa apresentar esquema rímico diverso, o mais utilizado (a grande maioria) é o esquema ABBAACCDDC. É nesse esquema estrófico (juntamente com o esquema rímico) que encontramos a glosa, formada por uma ou duas estrofes nos improvisos e por várias estrofes no cordel.As posições tradicionais do mote em dístico na glosa são nas posições 4 e 10 ou nos dois últimos versos, 9 e 10.Porém o cordel assim apresentado não necessita obrigatoriamente de utilizar o mote, mantendo a temática livre como os cordéis que utilizam estrofes menores.Exemplos:1) “Pernambuco se levantadentro desta nova glosacom Severino Feitosa,que no improviso encanta.Muita gente se espantaquando escuta Minervina.O que também me fascinaé ver Santinha Maurício,que canta sem sacrifício:tudo eu sei, ninguém me ensina.Comigo, o rojão é quente,diz Mocinha de Passira.E quem nela se inspiracanta a glosa facilmente.É Pernambuco presentecom sua matéria-prima,onde também tá de cimaOliveira de Panelas,que faz poesias belasna junção de verso e rima.”(Ismael Gaião da Costa, “Gerações de poetas repentistas que divulgam a cultura nordestina”)2) “Plantei roça sem comera minha última semente.Na terra seca, o sol quente,vi a criação morrer.Esperei Deus resolvermandar chuva pro roçado,toró dágua controladoe não uma tromba dágua,pra não aumentar a mágoa,levando o que foi plantado.Do Ceará ao Caririaçudes estorricadosem blocos espedaçados,Pernambuco e Piaui.O Nordeste todo aquinesta gleba tão sofridado nosso Brasil sem vida.Não chovendo no sertão,torra a semente no chão e a luta fica perdida.”(Anélio Souza, “O drama da seca”)3) “Eu guardei meu dinheiro mês a mêspra poder ter um pouco no futuroe esse cara me toma ele de vez,de uma hora pra outra eu fico duroe não vejo maneira de revero dinheiro que o homem me tomou;o que é meu já fugiu do meu poder:a poupança que fiz se evaporou,o salário encolheu, se degradou,vitimado que foi por roubo puro.Eu entrei numa fossa, fiquei tristee quedei-me a pensar o que é que eu faço;esse cara nos vem de dedo em ristee nos faz novamente de palhaço.Inda bem que a justiça não tardoue o Congresso implantou a CPI,do Planalto ele logo se afastou,hoje está sem função, sem pedigree,mas a grana ele já levou daquie de novo pergunto: o que e que eu faço?”(Paulo Camelo, “E eu só queria votar...”)
quinta-feira, 4 de março de 2010
Poesia de Cordel... Vamos trabalhar neste mês?!
Os Efeitos do Aquecimento Global
1. Estamos vivendo um tempoDe um problema universalDenominado por todosDe aquecimento global.Ele vem bem devagar,Mas chega pra transformarNosso sonho em pesadelo.Pelos fatos que passamosÉ certo que precisamosFazer por onde não tê-lo.
2. Voltando aos tempos remotosDesta terra, a mãe querida,Percebemos como mudaPouco a pouco nossa vida.Floresta não mais existe,Mas o que ainda resisteSe comparado ao passadoÉ uma mata sofridaEm que um lado da vidaJá está sendo queimado.
3. Se falarmos na AmazôniaÉ causa de zombaria,Pois não é mais a florestaComo foi um certo dia.Todos os bichos morreram;As entidades cederamMadeira pras madeireiras.Até o jequitibáNão existe, mas estáTransformado em 10 cadeiras.
4. Água é motivo de graçaAos risos americanos;O Greenpeace se escondeuPor debaixo dos seus panos;Os índios já camufladosForam todos enganadosPelo que estavam lutandoE, citando mais uns males,Digo igual a Allan SalesSeu Americanalhando.
5. E o IBAMA degradadoPor falta de investimentos;O Governo BrasileiroRepassando os seus aumentos:Aumento na amizadeE na produtividadeCom a América do Norte;Combustível? Teve aumento,Teve até, isso eu lamento,Um grande aumento de morte.
6. Protocolo de KiotoFicou pra trás logo cedo;A ONU cedeu espaçoPra Bush pôr o seu dedo.Virou então estatalDeste sistema banalE a paz ficou ao relento.Ela ao povo se camuflaApoiando o Efeito-EstufaCausador do aquecimento.
7. As marés aos nossos olhosAvançam cada vez mais,Causa do derretimentoDas geleiras glaciais.Vendo o Rio de JaneiroNo litoral brasileiro,Em Recife ou João PessoaOu é quente ou inundadoSem ao menos ter citadoA cidade da garoa.
8. A temperatura marcaMais 1ºC somado;Chuvas fortes, furacõesIsso tudo é o resultado.Indonésia é o exemplo,Não restou sequer um temploDa pequenina cidade:Vidas simples se abateram;Os inocentes morreramPela nossa impunidade.
9. Vazamento de petróleo,CO2 , desmatamento;Os jornais que anunciam:São causas do aquecimento.O dito fala direito:Não há causa sem efeito,Abusou? Tem que pagar.E nossa mãe naturezaVive só na incertezaVendo o fim se aproximar.
10. Os pingüins estão migrandoDo habitat natural;As focas desaparecem,Viram prato principal;As baleias encalhadas;Não há mais as enseadas,Nem ao menos tubarão.Resta apenas num letreiroA frase de Conselheiro:O mar vai virar sertão.
11. Furacões na Califórnia;Vulcões em erupção;Riachos não mais deságuamFormando um ribeirão.E para tristeza mais,Flores artificiaisPra suprir as verdadeiras,Sem cheiro, sem coisa e tal,Até o pobre pardalEstá à venda nas feiras.
12. E não são os relatóriosDe entidades protetorasQue serão da naturezaSuas belas defensoras.Esperar que a ciênciaNos devolva a consciência?Não nos será necessário,Pois vemos a precisãoDe uma urgência salvaçãoDeste nosso santuário.
13. Como sofre o Velho ChicoCom a tal transposição,Repartida a pouca águaVirará tudo sertão.Transformar-se-á num póloEm irrigação de soloPor tempo curto e perdido.É melhor analisarPra depois não vir chorarTotalmente arrependido.
14. Mais de 200 mil anosEsta terra povoamos,Para que em pouco tempoMais e mais arruinamos.Aumenta a poluição,Gera a disseminação,Vem problema racial;Os casos se acumulandoTudo isso resultandoDa questão ambiental.
15. A mãe natureza esperaCom paciência por nós,Se fecharmos nossos olhosEscutamos sua voz.Ela diz:” Filho querido,Por que tens me perseguido?Fui tua mãe sem demora.Se não tens nada a fazer,Vou ter que me convencerQue já chegou minha hora.”
16. E assim sem mais demoraTermino sem conclusão,Pra você pensar um poucoNa conscientização.Somos os filhos amados,Dobremos nossos cuidadosFazendo por merecer.E você, o que faria?Eu mesmo não deixariaMinha linda mãe morrer.de
Felipe Júnior - Recife - PE - por correio eletrônico
Agora é a vez de vocês ... Produzam cordeis e postem, vamos divulgar seu talento... Um grande beijo a todos! Profª Luane Rosa!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Versos Íntimos - Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidávelEnterro de tua última quimera.Somente a Ingratidão - esta pantera -Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!O Homem, que, nesta terra miserável,Mora, entre feras, sente inevitávelNecessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro,A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,Apedreja essa mão vil que te afaga,Escarra nessa boca que te beija!
Dedico este poemas aos meus alunos dos terceiros anos de 2010!
Leiam um pouco mais sobre o belo poeta Augusto dos Anjos.
Bom feriado, juízo neste CARNA...GALERA!!
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morre prematuramente seu primeiro filho. Em fins de 1913 mudou-se para Leopoldina MG, onde assumiu a direção do grupo escolar e continuou a dar aulas particulares. Seu único livro, "Eu", foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros. Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor.
Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").
A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.
O poema acima foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", organizado por Ítalo Moriconi para a Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 61.
Vês! Ninguém assistiu ao formidávelEnterro de tua última quimera.Somente a Ingratidão - esta pantera -Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!O Homem, que, nesta terra miserável,Mora, entre feras, sente inevitávelNecessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!O beijo, amigo, é a véspera do escarro,A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,Apedreja essa mão vil que te afaga,Escarra nessa boca que te beija!
Dedico este poemas aos meus alunos dos terceiros anos de 2010!
Leiam um pouco mais sobre o belo poeta Augusto dos Anjos.
Bom feriado, juízo neste CARNA...GALERA!!
Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morre prematuramente seu primeiro filho. Em fins de 1913 mudou-se para Leopoldina MG, onde assumiu a direção do grupo escolar e continuou a dar aulas particulares. Seu único livro, "Eu", foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros. Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor.
Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").
A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.
O poema acima foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", organizado por Ítalo Moriconi para a Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 61.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Volta às aulas...
Aos ex-,atuais e futuros alunos, desejo-lhes um ano de 2010 maravilhoso, com muita saúde, paz, amor ... e principalmente dedicação aos estudos, aguardo vocês aniosamente... Estou com saudades de todos!
E este blog será uma de nossas ferramentas de ensino, conto com participação e coolaboração de vocês!
Gostaria que assistivessem a esse (s) vídeos (s):
Escola é...
http://www.youtube.com/watch?v=EFqOLYEqhH8&feature=related
**************************************************************
Mensagem aos alunos:
http://www.youtube.com/watch?v=T8hcRU-1ad4&feature=related
**************************************************************
Diário de um estudante:
http://www.youtube.com/watch?v=Tn2jvkFwGwA&NR=1
***************************************************************
Galera, particularmente, Joseph Klimber é meu herói, acho que todos vocês conhecerem este personagem exatamente pelo seu "exmplo de vida", então não esqueçamos nunca que por mais que a vida nos ofereça dificuldades, obstáculos, tentemos não nos abalar... E é com essa mensagem de "cômica e trágica" que dou-lhes boas vindas!
http://www.youtube.com/watch?v=1ossb8v68QM&feature=related
E este blog será uma de nossas ferramentas de ensino, conto com participação e coolaboração de vocês!
Gostaria que assistivessem a esse (s) vídeos (s):
Escola é...
http://www.youtube.com/watch?v=EFqOLYEqhH8&feature=related
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Mensagem aos alunos:
http://www.youtube.com/watch?v=T8hcRU-1ad4&feature=related
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Diário de um estudante:
http://www.youtube.com/watch?v=Tn2jvkFwGwA&NR=1
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Galera, particularmente, Joseph Klimber é meu herói, acho que todos vocês conhecerem este personagem exatamente pelo seu "exmplo de vida", então não esqueçamos nunca que por mais que a vida nos ofereça dificuldades, obstáculos, tentemos não nos abalar... E é com essa mensagem de "cômica e trágica" que dou-lhes boas vindas!
http://www.youtube.com/watch?v=1ossb8v68QM&feature=related
UM TEMPO PARA CADA COISA
Debaixo do céu há momento para tudo,
e tempo certo para cada coisa :
Tempo para nascer e tempo para morrer.
Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar.
Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir.
Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras.
Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para procurar e tempo para perder.
Tempo para guardar e tempo para jogar fora.
Tempo para rasgar e tempo para costurar.
Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar.
Tempo para a guerra e tempo para a paz.
(Eclesiastes cap.3, vers. 01 a 09)
e tempo certo para cada coisa :
Tempo para nascer e tempo para morrer.
Tempo para plantar e tempo para arrancar a planta.
Tempo para matar e tempo para curar.
Tempo para destruir e tempo para construir.
Tempo para chorar e tempo para rir.
Tempo para gemer e tempo para bailar.
Tempo para atirar pedras e tempo para recolher pedras.
Tempo para abraçar e tempo para se separar.
Tempo para procurar e tempo para perder.
Tempo para guardar e tempo para jogar fora.
Tempo para rasgar e tempo para costurar.
Tempo para calar e tempo para falar.
Tempo para amar e tempo para odiar.
Tempo para a guerra e tempo para a paz.
(Eclesiastes cap.3, vers. 01 a 09)
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